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9/26/2008 referênciasencontrei ontem esta pérola. tentei deixá-la na gaveta arrumada, mas não resisti.... Poema
de JOÃO DAMASCENO NOVA CARTA AOS PSIQUIATRAS Disseram que ia ser confortável, que ia ficar tranquilo Deram-me os vossos comprimidos: Quero masturbar-me e não posso Onde está a minha solidão? Quero a minha solidão Onde está a minha angústia? Quero a minha angústia Onde está a minha dor? Quero a minha dor Deram-me os vossos comprimidos: Engordei e fiquei lustroso como um gato a quem tivessem cortado os tomates
SIÃO, org. Al
Berto, Paulo da Costa Domingos, Rui Baião, Lisboa, 1987
[...] [...] 9/19/2008 "Há Já Muito Tempo Que Nesta Latrina o Ar Se Tornou Irrespirável"Há muito tempo que a razão não mora aqui. Fez-se um luto desde aquela morte no final da primavera daqueles tempos, e desde então a pouco e pouco todos os caminhos convergem para este silêncio que se faz notar. Não há palavras. Não há gestos. Não há acções. Nem tão pouco reacções. Não há. Não. Nada. Não sei quando foi a ultima vez que escrevi. Não sei quando foi a ultima vez que criei. Não sei quando foi a ultima vez que pensei. Não sei quando foi a ultima vez que acordei. Olho. Vejo. Reparo. São apenas fragmentos de nadas perdidos e atirados ao acaso na esperança de fazerem sentido e construirem uma qualquer entidade interior que sinceramente não creio que exista. São apenas fragmentos de verdades forçadas na tentativa de anular a nulidade maior. (Atenção. Não são mentiras. São meias-verdades.) São excertos de vontades não concretizadas. De sonhos. De ideiais. E pelo meio... Retratos. Relatos. Do passado que passou. Mais fragmentos. Fragmentos perdidos e atirados ao ar na esperança de ao perceber quem fui consiga saber quem sou. Fragmentos de verdades que foram mas já não são mas perduram reminiscentes. Mais fragmentos. Só fragmentos. Anseidade. Futuro. Incerteza. Passado. Receio. Reminiscencia. Trauma. Desejo. Felicidade. Depressão. Viagem. Bipolaridade. Dualidade. Incerteza (Já disse?). Duvida. Futuro. Tempo. Infancia. Existencialismo. Psiquiatria. Identidade. Amor. Tensão Arterial. Incógnita. Insónia. Incongruência. Instabilidade. Cefaleia. Ansiedade (também já disse?). BASTA! afinal quem mora aqui? O Jardim Há tanto tempo que não me ocupo do jardim A ultima vez estava frondoso A buganvilia a tingir-se de vermelho Trepando O perfume inebriante E as festas ao cair da tarde Parece que foram há séculos Noutra encarnação Os meus amigos traziam as bebidas E a jovialidade O jardim enchia-se de gente De beijos Pelos cantos Sôfregos de desejo Inventávamos planos de rebelião Sonhos de transmutação Passávamos horas a inventar Entre duas caricias Surgiam ideias puras e inocentes Como a nossa vontade de tudo abarcar Era um frenesim constante Faz-me pena olhar agora para ele Para as suas sebes abandonadas De ramos Retorcidos jaz trombada a grande epícea E uma enorme cratera Substitui os belos canteiros de outrora Há tanto tempo que não me ocupo do meu jardim Adolfo Luxuria Canibal Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. Já é tempo. [drawing by me] |
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