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7/30/2008 referencia"É um jogo" é um jogo a que não podemos jogar um jogo de que somos os espectadores um jogo de desconhecidos jogadores um jogo a que nunca iremos ganhar olha a menina a dançar tão bela no seu saltitar canta a roleta a rodar mistérios da sorte e do azar olha a menina a dançar quem vai com ela ficar? canta a roleta a rodar mistérios da sorte e do azar é um jogo feito para nos comandar um jogo de que desconhecemos as regras xadrez de que se retiraram as negras um jogo feito para nunca acabar olha a menina a dançar tão bela no seu saltitar canta a roleta a rodar mistérios da sorte e do azar olha a menina a dançar quem vai com ela ficar? canta a roleta a rodar mistérios da sorte e do azar é a nossa a vida que está em jogo é a nossa a vida que outros jogam [ Mão Morta, cantada em tributo por Volstad AQUI ] [photos por Jan Dunning ] 7/29/2008 .| *Please don't flow so fast You little mountain hum I'll take a bottle down to you Please don't flow this fast You hold a little hum I'll bottle sounds of me for you Please don't flow so fast You little mountain din I'll bottle piano sounds from you Please don't flow so fast You little mountain noise I'll close my eyes and bite your tongue 7/24/2008 .referencia como se nascesse um dia novo e repentino dentro de mim, dentro dos meus olhos em chamas. Sinto que não é o mundo que existe e arde perante os meus olhos, mas que são os meus olhos que criam e que incendeiam este mundo diante de si. Um mundo inteiro criado pelas chamas que jorram dos meus olhos. Agora. José Luis Peixoto in 'Cemitério de Pianos' .virgula.o relogio tocava horas certas. a vida lá fora era a da rotina citadina do costume, quanto a mim, era apenas uma espécie de voyeur. Procurava nas pessoas uma espécie de contacto com a fenda que me abre o estômago. procurava por um sinal de ti no horizonte, mas la fora era so um vento quente e seco e aquele tipico vazio. falas-me de ti? eu aqui espero. [photo by me] 7/22/2008 le voyage dans la luneera mais bonita vista da terra natal, mas aqui tambem nao esta mal. e fiz uma rima sem querer. descubra as diferenças aqui e aqui. * 7/20/2008 desabafos"...eu estou aqui uns dias melhor outros pior lá vou caminhando na minha crise existencial e de identidade entre o desejo e o receio mas sempre só (dava um bom inicio para um belo poema, isto)" 7/16/2008 .pouco passavam das dezanove e fazia um calor
aterrador. na noite anterior havia deixado um recado na frigorifico para ela
ler pela manhã ao acordar. pouco passavam das dezanove e era a ignorância a
falar mais alto. acabou por não se deixar levar, contudo, perseguia-o o suor do
seu próprio corpo, o calor, o odor de uma noite de lua cheia que se avizinha.
na noite anterior havia cuspido uma bola de pêlo da garganta e sem mais a
colara junto aos eufemismos escritos na porta do frigorifico. pouco passavam
das dezanove e sentia uma pequena bola de espinhos a percorrer a barriga, às
voltas nas entranhas. parou e ficou. na noite anterior ficara sem saber por
onde fica aquele percurso íngreme e vertiginoso que precisava percorrer para
chegar ao lado esquerdo. pouco passavam das dezanove quando ele parou e soltou
outra bola de pêlo. não lhe arranhou a garganta. não lhe custou. não lhe doeu.
foi uma pequena bola de pêlo comparada com a da noite anterior. pouco passavam
das vinte e uma e cuspiu o coração, ainda envolto em sangue e preso por veias e
artérias. arrancou-o à força e colou-o ao frigorifico junto com as bolas de
pêlo e os recados. no instante seguinte foi jantar. e agora? [cont.]
7/12/2008 believeI needed to believe in something. I need you to believe in something. I needed to believe something. I need you to believe in something. I needed to believe. I needed to believe. I needed to believe in something. I need you to believe in something. I needed to believe something. I need you to believe in something. I needed to believe. I needed to believe. I'm moving in between. Can you feel me in between? I'm moving in between. Can you feel me in between? I needed to believe. I needed to believe. 7/6/2008 ._-.** ou "faz-me sonhar, a curva da tua barriga. e imaginar a suavidade de te poder tocar.".by me* 7/3/2008 walpurgisnachtEu não durmo, respiro apenas como a raiz sombria dos astros: raia a laceração sangrenta, estancada entre o sexo e a garganta. Eu nunca durmo, com a ferida do meu próprio sono. (...) Alguém devia tocar-me para sentir que estou vivo, que sou uma estaca atravessada pelo sangue, e dela rebentam por exemplo: áscuas. Isto é uma fábrica de demência: palavras onde se manobra a púrpura, onde o aroma que mata ascende de jardins construídos levente na escuridão. E uma imagem fecha tudo se fecha: quartos, dias sobre si mesmos, as frutas redondas por força da doçura interna. Quando as vozes ferozes se desengolfam, a terra move-se como um músculo encharcado entre a boca e o coração que não dorme nunca. - E todas as minhas vísceras são inocentes. Photomaton e Vox, Herberto Helder [video by me] 7/1/2008 .referencia" envelhecemos separados, o eu das fotografias e o eu daquele que neste momento escreve. envelhecemos irremediavelmente, tenho pena, mas é tarde e estou cansado para as alegrias de um reencontro. não acredito na reconciliação, ainda menos no regresso ao sorriso que tenho nas fotografias. não estou aqui, nunca estive nelas. quase nada sei de mim." O Medo, Al Berto [image by me] |
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