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3/18/2009 .referências (de ultima hora)a versão original e completa da musica pode ser ouvida AQUI, é mais catita, mas o video não tá tão bem conseguido. se procurarem no imeen tambem lá tá um cheirinho do album. é bom! (e não, já não é recente nem nada que se pareça.) 3/5/2009 referênciasA Beleza Numa certa cidade o arco-íris um dia apareceu e nun- ca mais se foi embora. Durante um ano permaneceu no mes- mo sitio do céu. Tornou-se aborrecido. Um dia, finalmente, o arco-íris desapareceu e o céu ficou cinzento escuro por completo. As crianças dessa cida- de, excitadas, apontavam para o céu cinzento e gritavam uns para os outros: olha, que bonito! "O Sr. Brecht" de Gonçalo M. Tavares ![]() Daniel Staver - AQUI 3/4/2009 .referênciasa ti Mariana de quem tenho saudades e que me traçaste este perfil mal me conhecias. enviaste-me este poema como um retrato de mim ainda mal sabias quem eu era. hoje como retrato de mim, e ainda mal sabendo quem sou, aqui vai ele: Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio. Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas. (Enlacemos as mãos). Depois pensemos, crianças adultas, que a vida Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa, Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado, Mais longe que os deuses. Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos. Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio. Mais vale saber passar silenciosamente E sem desassossegos grandes. Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz, Nem invejas que dão movimentos demais aos olhos, Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria, E sempre iria ter ao mar. Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos, Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias, Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro Ouvindo correr o rio e vendo-o. Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as No colo, e que o seu perfume suavize o momento - Este momento em que sossegadamente não cremos em nada, Pagãos inocentes da decadência. Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova, Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos Nem fomos mais do que crianças. E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio, Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti. Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio, Pagã triste e com flores no regaço. Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio por Ricardo Reis ![]() drawing by me @ 2008 |
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