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2/16/2009 das páginas do diàrio... um dia disse que gostava muito de meninas com sardas. hoje fui beber um chocolate quente com uma. quer dizer, ela bebeu um chá. tinha ao meu lado o adamastor a lembrar-me todos os monstros e demónios e ela aproveitou para exorcisar os dela. eu sou timido e de poucas palavras. fiquei deslumbrado como sempre fico e deixei-me levar ao ritmo das suas palavras e fui-me deliciando com os seus sorrisos. falei pouco. acho sempre que a minha história é desinteressante comparada com aquela que se faz ouvir do lado de lá, e depois, estava a saber tão bem ouvir aquela voz.. Mariana, se leres isto, sim, é mais um dos meus romances impossiveis. eu tenho queda... mas que hei-de fazer. ![]() [ images by me @ 2007-09-13 - Noite Post-it / Caldas da Rainha ] 2/11/2009 ..da vontadePeguei no primeiro livro que me apareceu, abri na página 23 (é um numero que eu gosto) e li o segundo parágrafo. Dizia assim: "..........................Está aqui. Parece uma alma penada. Ontem passou o dia inteiro entre o hall e o quarto. Olhava-me, levantava as orelhas, ouvia. Procurava-te por toda a parte. Tive a impressão que me censurava por continuar sentada, sem o ajudar a encontrar-te ....................................................................................." A Voz Humana, de Jean Cocteau; Assirio e Alvim, 1999 2/3/2009 os dias do minotauro "Eu tenho um monstro que vive em mim e me come aos bocadinhos e vai comendo vezes sem fim enquanto sentir que ainda há consciência em mim e vai comendo ate eu próprio me tornar seu escravo e me transmutar no monstro que criei na minha cabeça e que no fundo sou eu ou talvez uma ideia de eu mas que não deixa de ser eu de qualquer forma." drawing by me. e a propósito de minotauros. aconselho e pergunto o que foi feito da pessoa que escreveu aquelas palavras. gostava de a conhecer. podia ter sido eu em tantas elas... 2/2/2009 aquisição recente.A MEMÓRIA E A MORTE Apenas são tuas - verdadeiramente - a memória e a morte, a memória que desfigura e apaga e a sombra da morte à espera. Apenas fantasmagóricas recordações e o nada dividem entre si a tua herança sem destino. Depois de sujos acordos e mentiras, de gestos no momento errado e de palavras - irreais palavras ilusórias -, apenas um testamento de cinza que o vento move, espalha e desordena. Juan Luis Panero |
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