Gonçalo's profilea insustentavel indefini...PhotosBlogLists Tools Help

Blog


    2/23/2006

    obSessão

     
    O espaço circundante, distante e frio, afasta-me da essencia que me faz querer continuar a respirar. Remo sozinho, sem artificios, contra a maré, e como se pode calcular, o resultado só pode ser desastroso. Dou braçadas em circulos fechados. O poço é estreito e fundo. O excesso do desejo leva-me mais abaixo.. obsessão.
    Cada vez mais perto do "nada", canaliso o extâse da angustia em implosões momentâneas de dor e pânico, que se fundem na consciência da minha condição. Estou lá em baixo, e não sei se quero sair.
     
    (macaco nº1)

    http://www.secrel.com.br/jpoesia/ag9bataille.htm II

     
    "(...)a idéia de que o êxtase é o efeito de uma experiência que ao contestar uma realidade pode transformá-la. A possibilidade de uma dor maior que de tão profunda se transforma em outra coisa (não é preciso lembrar de novo o aforismo de Blake). E com isso a percepção fascinante de que o excesso é o caminho mais curto entre dois extremos. De que tudo nessa matéria pode ser questão de grau. A intensidade é um fenômeno reversível que remove fronteiras. (...)"
    2/17/2006

    http://www.secrel.com.br/jpoesia/ag9bataille.htm

    "Toda nudez tem luz própria. Diante dela ninguém se equivoca. Ela nos "desequilibra", mexe com nossos sentidos, apesar de seu desgaste pela indústria do erotismo. Diante de alguém nu dificilmente somos indiferentes. O nu jamais é algo menos alguma coisa (como a roupa); pelo contrário, é um objeto com uma aura irresistível que mantém sua singularidade, embora a nudez não seja novidade a ninguém. O corpo nu, como o rosto extático, são telas de captura do olhar. Diante deles o olhar é acionado, e com ele todo o mecanismo do espírito. A diferença é que a nudez não tem rosto e o êxtase não tem corpo, a despeito de sua imagem corpórea. E se a nudez de alguma forma lembra o êxtase, este restitui ao rosto a aura da nudez perdida."
    2/2/2006

    ideias moves me like this

     

    Don't fret precious I'm here,
    step away from the window
    Go back to sleep

    Lay your head down child
    I won't let the boogeyman come

    Counting bodies like sheep
    To the rhythm of the war drums

    Pay no mind to the rabble
    Pay no mind to the rabble

    Head down, go to sleep
    To the rhythm of the war drums

    Pay no mind what other voices say
    They don't care about you, l
    ike I do, like I do
    Safe from pain and truth
    and choice and other poison devils,
    See, they don't give a fuck about you,
    like I do.

    Just stay with me, safe and ignorant,
    Go back to sleep
    Go back to sleep

    Lay your head down child
    I won't let the boogeyman come
    Count the bodies like sheep
    To the rhythm of the war drums

    Pay no mind to the rabble
    Pay no mind to the rabble

    Head down,
    go to sleep to the rhythm of the war drums

    I'll be the one to protect you from
    Your enemies and all your demons

    I'll be the one to protect you from
    A will to survive and a voice of reason

    I'll be the one to protect you from
    Your enemies and your choices son
    They're one in the same
    I must isolate you
    Isolate and save you from yourself

    Swayin to the rhythm
    of the new world order and
    Count the bodies like sheep
    to the rhythm of the war drums

    The boogeymen are coming
    The boogeymen are coming

    Keep your head down,
    go to sleep, to the rhythm of a war drums

    Stay with me
    Safe and ignorant
    Just stay with me
    Hold you and protect you
    from the other ones
    The evil ones
    Don't love you son,
    Go back to sleep
     
    pet - a perfect circle

    devaneio a 3

      
    z3ro diz:
    desculpa? salti q?
    _tottas_ diz:
    saltimbancos
    z3ro diz:
    não em bancos NÃO

    _tottas_ diz:
    do devaneio poetico de uma mente auto-opressora (...) fashion
    z3ro diz:
    a ftv é linda
     
     
    com o apoio do  MV33 e de uma amiga leitora

    a condição humana

     
    O grande mistério não é termos sido lançados aqui ao acaso, entre a profusão da matéria e das estrelas: é que, da nossa própria prisão, de dentro de nós mesmos, conseguimos extrair imagens suficientemente poderosas para negar a nossa insignificância.

     

    André Malraux, in A Condição Humana, 1933.