More servicesWindows Live
HomeHotmailSpacesOneCare
 
MSN
Sign in
 
 
Spaces home  a insustentavel indefini...PhotosProfileFriendsMore Tools Explore the Spaces community

a insustentavel indefinição do ser

"A verdade não se entrega a quem não a busca até ao delírio."
7/24/2008

.referencia

           como se nascesse um dia novo e repentino dentro de mim, dentro dos meus olhos em chamas. Sinto que não é o mundo que existe e arde perante os meus olhos, mas que são os meus olhos que criam e que incendeiam este mundo diante de si. Um mundo inteiro criado pelas chamas que jorram dos meus olhos. Agora.



José Luis Peixoto in 'Cemitério de Pianos'


.virgula




 .o relogio tocava horas certas. a vida lá fora era a da rotina citadina do costume, quanto a mim, era apenas uma espécie de voyeur. Procurava nas pessoas uma espécie de contacto com a fenda que me abre o estômago. procurava por um sinal de ti no horizonte, mas la fora era so um vento quente e seco e aquele tipico vazio. falas-me de ti? eu aqui espero.


[photo by me]


7/22/2008

le voyage dans la lune



era mais bonita vista da terra natal, mas aqui tambem nao esta mal. e fiz uma rima sem querer.

descubra as diferenças aqui e aqui. *


7/20/2008

desabafos



"...eu estou aqui
uns dias melhor
outros pior
lá vou caminhando na minha crise existencial e de identidade
entre o desejo e o receio
mas sempre só
(dava um bom inicio para um belo poema, isto)"



7/16/2008




  .pouco passavam das dezanove e fazia um calor aterrador. na noite anterior havia deixado um recado na frigorifico para ela ler pela manhã ao acordar. pouco passavam das dezanove e era a ignorância a falar mais alto. acabou por não se deixar levar, contudo, perseguia-o o suor do seu próprio corpo, o calor, o odor de uma noite de lua cheia que se avizinha. na noite anterior havia cuspido uma bola de pêlo da garganta e sem mais a colara junto aos eufemismos escritos na porta do frigorifico. pouco passavam das dezanove e sentia uma pequena bola de espinhos a percorrer a barriga, às voltas nas entranhas. parou e ficou. na noite anterior ficara sem saber por onde fica aquele percurso íngreme e vertiginoso que precisava percorrer para chegar ao lado esquerdo. pouco passavam das dezanove quando ele parou e soltou outra bola de pêlo. não lhe arranhou a garganta. não lhe custou. não lhe doeu. foi uma pequena bola de pêlo comparada com a da noite anterior. pouco passavam das vinte e uma e cuspiu o coração, ainda envolto em sangue e preso por veias e artérias. arrancou-o à força e colou-o ao frigorifico junto com as bolas de pêlo e os recados. no instante seguinte foi jantar. e agora? [cont.]



venus in fur(s), as like as my heart is





. how is my heart a lollypop if it is all full of fur? nice question isn't it?



Photobucket


     

7/12/2008

believe


  
I needed to believe in something. I need you to believe in something. I needed to believe something. I need you to believe in something. I needed to believe. I needed to believe. I needed to believe in something. I need you to believe in something. I needed to believe something. I need you to believe in something. I needed to believe. I needed to believe. I'm moving in between. Can you feel me in between? I'm moving in between. Can you feel me in between? I needed to believe. I needed to believe.
7/3/2008

walpurgisnacht



Eu não durmo, respiro apenas como a raiz sombria
dos astros: raia a laceração sangrenta,
estancada entre o sexo
e a garganta. Eu nunca
durmo,
com a ferida do meu próprio sono.

(...)

Alguém devia tocar-me para sentir que estou vivo,
que sou
uma estaca atravessada pelo sangue, e dela rebentam
por exemplo: áscuas. Isto é uma fábrica de demência:
palavras
onde se manobra a púrpura, onde
o aroma que mata ascende de jardins construídos
levente
na escuridão. E uma imagem fecha
tudo se fecha: quartos,
dias sobre si mesmos, as frutas redondas por força
da doçura interna. Quando as vozes
ferozes se desengolfam, a terra
move-se como um músculo encharcado entre a boca
e o coração que não dorme
nunca. - E todas as minhas vísceras são
inocentes.




Photomaton e Vox, Herberto Helder [video by me]


 
7/1/2008

.referencia



          " envelhecemos separados, o eu das fotografias e o eu daquele que neste momento escreve. envelhecemos irremediavelmente, tenho pena, mas é tarde e estou cansado para as alegrias de um reencontro. não acredito na reconciliação, ainda menos no regresso ao sorriso que tenho nas fotografias. não estou aqui, nunca estive nelas. quase nada sei de mim."



O Medo, Al Berto


[image by me]


6/27/2008

~.paths¨



Photobucket

[image by Javier Vallhonrat]

6/26/2008

.referencia*




"cada palavra é uma maquina de guardar memórias
e em tempo de palavras ásperas o meu corpo
recolhe silêncios como passado

ouve, com que músculos faço os sonhos?
"


Maria Sousa






[post roubado AQUI ]



View more entries
 
Updated 7/13/2007